Guardados

Um dia usei tua chave. Que não abre portas mas indica os caminhos. Dos teus pequenos e atrevidos sonhos. Miscelâneas acumuladas. A foto sorridente. Um cachinho do meu cabelo. Cartas de amor ousadas. Aquele dente que a fada levou.

Poemas rabiscados a muitas mãos!

Na mala velha trancada, entre o vestido antigo e um sonho esquecido o rescaldo dos teus incêndios, sobejos de ternura.

maria izabel

 

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