Soltando as amarras

Serena, olhou a janela. Abriu a gaveta. Pegou a pequena foto onde aparecia sorridente ao lado dele. Juntou às poucas peças na mochila e saiu. A vida respirava alegria.
Ensolarada, se fez ao rio. Solidão, enfim!
Soltou as amarras. Todas elas.
O cabelo veio aos ombros.A embarcação se fez ao largo.
O pensamento voou. Nunca imaginou que seria capaz de manejar o barco, mas manejou, volteou. Aproveitou o dia! O azul, o calor no corpo.
Enluarava quando voltou para casa. Fechou as janelas, rasgou a foto e se permitiu ser feliz.

maria izabel

 

voltar