Suores noturnos

No sonho a luz é difusa. Sempre em azul, sempre o medo. Coração acelerado, boca amarga. Pavor. Na rua igual, paredes vazias, portas trancadas. Assustada eu sempre sigo, procuro saída. Mas nunca há nada. Sempre estou só. Então acontece o mergulho. Que me leva para todos os dias de ontem, uns poucos instantes de hoje e para a certeza de nunca mais amanhecer.
No mais, silêncio e escuridão.

maria izabel

 

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